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segunda-feira, 26 de julho de 2010


Fiz mais do que posso
Vi mais do que agüento
E a areia dos meus olhos é a mesma
Que acolheu minhas pegadas

Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.

Eu lutei contra tudo
Eu fugi do que era seguro
Descobri que é possível viver só
Mas num mundo sem verdade.

Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.

Sem medo de te pertencer.
Voltam pra você.

Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.

Meus pés cansados de lutar
Meus pés cansados de fugir
Os mesmos pés cansados voltam pra você.
Pra você.

... eu ia selecionar as minhas partes preferidas, com as quais mais me identifico... E não deu. Porque eu gosto da música por inteiro...  

terça-feira, 20 de julho de 2010

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber



E que venha o que tiver que vir... 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

A gente nunca sabe.

Pensamos que sabemos.
Fingimos que sabemos.
Talvez, certos pontos, até mesmo saibamos. Lá no fundo.

Mas se avaliarmos o conjunto da obra, a gente nunca sabe.
Porque sempre há mais de uma versão, mais de um olhar. Sempre há várias interpretações e, portanto, várias verdades. Que no final das contas têm o seu valor. Porque todo mundo tem direito de ter uma interpretação, uma consideração. Não é porque a maioria acha X que Y vai estar errado. Minorias já foram problemas para a Maioria... E no final, estavam certas - porque a terra não é mesmo o centro do universo.

Então, a gente nunca sabe. Até mesmo na nossa vida. Obviamente há coisas muito boas e coisas muito ruins que acontecem conosco. Mas será que lá na frente o que era "muito bom" não vai ser mais tão bom assim e o que era "muito ruim" se transformar na mola propulsora de algo muito bom? A gente não sabe. Por isso que temos que fazer o melhor com as cartas que temos. E lembrar que o mundo gira e gira e não há porquê achar que tudo é eterno, que nada vai piorar ou melhorar.

Porque não se sabe. 
Fazemos as nossas escolhas com base no que temos. E é verdade que 80% do rumo que a  nossa vida toma se baseia nas nossas escolhas - que mudam a cada dia, que se transformam, se contradizem. Então, não há o que fazer, não há o que prever.

Vivamos. E deixemos viver. Porque só a morte é certa. E nem esta sabemos quando vem.

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Ya tuve que ir obligado a misa, ya toque en el piano "Para Elisa"
ya aprendí a falsear mi sonrisa, ya caminé por la cornisa.
Ya cambié de lugar mi cama, ya hice comedia ya hice drama
fui concreto y me fui por las ramas, ya me hice el bueno y tuve mala fama.

Ya fui ético, y fui errático, ya fui escéptico y fui fanático
ya fui abúlico, fui metódico, ya fui impúdico y fui caótico.
Ya leí Arthur Conan Doyle, ya me pasé de nafta a gas oil.
Ya leí a Bretón y a Moliere, ya dormí en colchon y en somier.
Ya me cambié el pelo de color, ya estuve en contra y estuve a favor
lo que me daba placer ahora me da dolor, ya estuve al otro lado del mostrador.

Y oigo una voz que dice sin razón
"Vos siempre cambiando, ya no cambiás más"
y yo estoy cada vez más igual
Ya no se que hacer conmigo.

Ya me ahogué en un vaso de agua , ya planté café en NIcaragua
ya me fui a probar suerte a USA, ya jugué a la ruleta rusa.
Ya creí en los marcianos, ya fui ovo lacto vegetariano.
Sano, fui quieto y fui gitano, ya estuve tranqui y estuve hasta las manos.
Hice el curso de mitoligía pero de mi los dioses se reían.
orfebrería lo salvé raspando y ritmología aqui la estoy aplicando.
Ya probé, ya fumé, ya tomé, ya dejé, ya firmé, ya viajé, ya pegé.
Ya sufrí, ya eludí, ya huí, ya asumí, ya me fuí, ya volví, ya fingí, ya mentí.
Y entre tantas falsedades muchas de mis mentiras ya son verdades
hice fácil adversidades, y me compliqué en las nimiedades.

Y oigo una voz que dice con razón
"Vos siempre cambiando, ya no cambiás más"
y yo estoy cada vez más igual
Ya no se que hacer conmigo.

Ya me hice un lifting me puse un piercing, fui a ver al Dream Team y no hubo feeling
me tatué al Che en una nalga, arriba de mami para que no se salga.
Ya me reí y me importó un bledo de cosas y gente que ahora me dan miedo.
Ayuné por causas al pedo, ya me empaché con pollo al spiedo.

Ya fui psicólogo, fui al teólogo, fui al astrólogo, fui al enólogo
ya fui alcoholico y fui lambeta, ya fui anonimo y ya hice dieta.
Ya lancé piedras y escupitajos, al lugar donde ahora trabajo
y mi legajo cuenta a destajo, que me porté bien y que armé relajo.

Y oigo una voz que dice sin razón
"Vos siempre cambiando, ya no cambiás más"
y yo estoy cada vez más igual
Ya no se que hacer conmigo.


{Ya no sé qué hacer conmigo / El cuarteto de Nos}

Delírio Niilista: falso sentimento de que o mundo, as outras pessoas ou a própria pessoa não existem